AQUELE ABRAÇO!


Não sei por que,
mas me deu uma saudade do que virá,
Saudade do que João viu
(tivemos sorte, Jesus mostrou para um poeta...)
Saudade do que meus olhos ainda vão ver
Mas acreditam
Acreditam tanto que chega a doer
Toda gente
De todos os tamanhos que podem ter
De todas as cores que conseguem ter
De todas as partes que costumam vir
(não ligue para as roupas de toda cor: são só um detalhe...)
Formando um povo
Fazendo um coro
Dessa vez não mais para as coisas daqui
Que já se foram
Mas para as coisas novas
Dessa vez não com uma velha canção
Mas com uma melodia nova
Tão nova que dá saudade
Saudade do que virá...



Escrito por Noadir às 13h24
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Quando eu era menino pensava como menino e me vestia assim. Era assim. Mas crescer dói e substitui medos por piores fantasmas e monstros. Que sugam a alma em plena luz do sol.

Vestir-se como um adulto? Para quem? Para quê?

Ninguém é adulto. Crianças malnutridas engolidas pelas roupas maiores. Pelas grandes golas que sufocam. Pelos enormes sapatos que patinam ao andar.

Ninguém cresceu. Seguiram apenas. Andaram trilhas ou desbravaram matas. Mas ruminam dores que não conseguem digerir.

Importa ser criança. Não ter trilhas e nem roteiros. Importa caber nas suas roupas. Caber nos seus sonhos. Caber.

Ninguém ganha o reino se não for como o menino...



Escrito por Noadir às 10h43
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